
Quem defende bandido?
31 de outubro de 2026O secretário-adjunto da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Maurício Serpa, representou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na abertura do Summit Saúde – Desafios de hoje para um amanhã saudável. Promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), o evento foi realizado nesta terça-feira (27), no Hotel Tivoli Mofarrej, na capital paulista, e reuniu especialistas e autoridades para discutir os desafios da saúde no Brasil.
Durante uma das mesas de debate, Serpa enfatizou a importância de uma gestão integrada entre os diferentes setores da saúde, com compartilhamento de informações para orientar decisões, promover a qualidade de vida e facilitar o acesso ao tratamento. Ele destacou ainda que conhecer as necessidades da população é uma das prioridades da gestão municipal.
Entre as ferramentas que contribuem para esse trabalho estão o prontuário eletrônico unificado, acessível pelo aplicativo e-Saúde SP, e o programa Saúde Digital, que busca agilizar atendimentos e facilitar o acesso aos serviços. “Os dados servem como ponto de partida para a tomada de decisões e ações. São 12 milhões de habitantes em São Paulo, dos quais 60% dependem exclusivamente da saúde pública. Quando conhecemos e temos o histórico do paciente, torna-se mais fácil ajudá-lo e trabalhar de forma integrada”, disse Serpa.
O secretário-adjunto também parabenizou o Estadão pela realização do encontro e ressaltou a relevância do debate, especialmente sobre tecnologia na saúde. “Os desafios de hoje são muitos, mas tivemos a oportunidade de mostrar principalmente na questão tecnológica”, completou.
Longevidade
A conferência de abertura teve como tema “Envelhecimento, longevidade e cuidado de crônicos” e foi conduzida por Maria Cristina Hoffmann, consultora para Envelhecimento Saudável e Saúde Mental da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). A especialista destacou fatores importantes para envelhecer com qualidade, como acesso à saúde, alimentação equilibrada e suporte à saúde mental, além da necessidade de combater estigmas sociais associados à longevidade.
O diretor de jornalismo do Estadão, Eurípedes Alcântara, relacionou o aumento da expectativa de vida a conquistas como vacinas, antibióticos, saneamento e fortalecimento da saúde pública. “Viver mais é uma conquista, e precisamos preparar esta conquista com dignidade”, afirmou.
A programação incluiu ainda debates sobre oncologia de ponta, canetas para obesidade e acesso na rede pública, importância da imunização, diagnóstico precoce e triagem neonatal, inteligência artificial na medicina, desinformação e falsificação na saúde, formação médica e segurança do paciente, além da posição do Brasil na pesquisa clínica.
Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.
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